Abelhas Sem Ferrão

Já parou para imaginar que existe um universo acontecendo entre o pólen recolhido das flores e o Mel? Que as abelhas fazem muito mais do que somente produzi-lo?

Elas são as principais responsáveis pelo serviço ecossistêmico da polinização, sem elas não existiriam flores e portanto ficaríamos sem alimentos.

Diferente das abelhas africanizadas com ferrão (Apis melífera) as abelhas sem ferrão, ou abelhas nativas, são mais suscetíveis portanto, quanto mais pessoas tiverem o conhecimento da importância destas abelhinhas, maior o potencial de conservação delas.

Com a monocultura do cultivo de alimentos e uso de pesticidas agrícolas, as abelhas vem sofrendo bastante. Este fato concomitou com  a extinção de algumas espécies e a inlcusão de outras em listas de espécies ameaçadas

Trazemos dentro do campo da Educação Ambiental, atividades para todas as idades oferecendo a oportunidade de estabelecer contato com as abelhinhas, conversar um pouco sobre e mostrar como é possível e prazeroso cuidar de um enxame, mesmo em ambiente urbano.

Oferecemos também como serviço o resgate de abelhas sem ferrão, entendendo que resgate se refere a uma situação de perigo, no qual o enxame é ameaçado e não pode ficar mais no lugar que está. Se o enxame não está ameaçado, recomendamos que o deixe feliz polinizando as plantinhas.

Nosso resíduo orgânico de cada dia

Você sabia que os resíduos orgânicos correspondem a mais da metade do resíduo que geramos diariamente dentro de nossas casas? Segundo o Ministério do Meio Ambiente (2008) a parcela orgânica dos resíduos sólidos urbanos corresponde a 51,4% com geração de 1,1kg de resíduo dia por habitante. Sendo assim, geramos individualmente aproximadamente 0,561kg de resíduos orgânicos POR DIA!

Este material acaba sendo enviado para aterros sanitários e sua decomposição neste ambiente tem como produto um biogás altamente tóxico, inflamável e impactante no equilíbrio do Efeito Estufa. Além disso, a vida útil dos aterros sanitários acaba diminuindo muito, o que demanda mais e mais espaços para se construir novos aterros.

Imagina aproveitar todo o potencial do resíduo orgânico que é gerado em nossas casas? As cascas, polpas, borras e filtros de café, quantos quilos de composto de ótima qualidade estamos mandando para os aterros sanitários todos os dias?

E se todo este composto fosse convertido em temperos, frutas, legumes e verduras?

 

 

 

Este processo é mais simples do que parece, a compostagem é uma maneira de disponibilizar os macro e micro nutrientes presentes no nosso resíduo de uma forma que as plantas consigam absorver, além disso nada mais é do que a reprodução de um processo que acontece naturalmente no chão da floresta.Isso é muito importante ser considerado quando se pensa em começar a compostar seu resíduo orgânico.

Sendo uma dinâmica que acontece naturalmente no chão da floresta, é normal que no decorrer de aprendizado de como manejar o sistema apareçam outros agentes decompositores, detritívoros ou predadores daqueles que se encontram dentro da sua composteira.

Dito isso, é importante salientar que existem diferentes técnicas de compostagem e cada uma tem suas características que limitam sua utilização dependendo do local, do tipo do resíduo e do seu volume.

No próximo post seguirei falando dos tipos de compostagens e suas características.

Obrigado pela atenção e até a próxima!

 

 


Cauã Messinetti

Pai, formado em Gestão Ambiental pela USP-Leste, Educador ambiental apaixonado por desenvolver atividades com crianças, Permacultor formado pelo IPEMA  especializado em Compostagem, trabalhou na Morada da Floresta como suporte das vermicomposteiras e coordenando o projeto Escolas Mais Orgânicas, também adora trabalhar com Abelhas sem Ferrão. Idealizador e colaborador do Coletivo Urbano e Rural de Reforma Alimentar, fez cursos de construção de cisternas construindo algumas por aí, bioconstrução, sobre a cultura do Bambu e sobre Melipolicultura. Adora dedicar tempo a elaborar piadas (somente as sem graça).